As últimas 24 horas de Elvis Presley

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Como tinha sérias dificuldades para dormir, Elvis acabava trocando o dia pela noite. Pobre de quem tinha que servi-lo (coitado do dentista) ou, até mesmo, o bajular. Durante os anos 70, o Rei fechava a sala de projeções do Memphian Theater para comandar suas sessões cinematográficas, quando, na maioria das vezes, assistia a filmes de caratê. Vale lembrar que o cantor praticou a arte marcial por 20 anos, chegando a se graduar no oitavo Dan de faixa preta. Mas na noite do 15, Elvis resolveu ficar em casa. Naquele mesmo dia, segundo seu assistente de palco, Charlie Hodge – conhecido por entregar os lenços no palco –, o ídolo estava entusiasmado com seu projeto de abrir uma produtora de filmes, quando se dedicaria a atuar, apenas em papéis dramáticos, e dirigir. O Rei chegou a iniciar seu primeiro documentário, que abordaria o caratê. Equipes de filmagem foram mandadas à Europa para registrar campeonatos mundiais. Alguns takes podem ser conferidos no filme póstumo “Elvis, ídolo imort...

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Como nasceu o jazz?






O jazz surgiu entre 1890 e 1910 em Nova Orleans. É relativamente difícil estabelecer uma definição para esse estilo musical, porém podemos dizer que ele é marcado pela improvisação, o swing e os ritmos não lineares. O jazz tem suas raízes na música negra americana pouco antes de 1850.


O jazz nasceu na virada do século XX (por volta de 1895 a 1917) na cidade de Nova Orleans, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos.

​Nova Orleans era o único lugar do mundo onde esse caldeirão sonoro poderia ter fervido. Por ser uma cidade portuária, ela abrigava uma mistura única de culturas: espanhóis, franceses, ingleses, imigrantes italianos e, fundamentalmente, uma enorme população de africanos escravizados e seus descendentes.


O surgimento do gênero aconteceu devido a três pilares principais:

​1. A herança de Congo Square

​Diferente de outras partes dos Estados Unidos, onde os escravizados eram proibidos de tocar seus tambores e praticar suas religiões, em Nova Orleans eles tinham permissão para se reunir aos domingos em uma praça pública chamada Congo Square (mostrada em destaque no mapa histórico acima, logo atrás do centro da cidade). Ali, eles mantiveram vivos os ritmos complexos e a tradição de improvisação da música da África Ocidental.

​2. O caldeirão de estilos musicais

​O jazz não surgiu do nada; ele é a fusão de vários gêneros que já existiam na cidade:

  • Blues: As canções de lamento, opressão e trabalho da população negra.
  • Ragtime: Um estilo de piano sincopado (com o ritmo "quebrado") e acelerado.
  • Marchas Militares: Instrumentos de sopro (trompetes, trombones, clarinetes) que ficaram baratos e abundantes após o fim da Guerra Civil Americana.

​3. O bairro de Storyville

​A partir de 1897, a prefeitura concentrou as casas de tolerância, bares e salões de dança em um distrito boêmio chamado Storyville. Esses locais precisavam de música barata e animada para entreter os clientes. Músicos negros e creoles (descendentes de franceses/espanhóis com africanos) começaram a misturar todos aqueles estilos nos pianos e bandas de metais de Storyville, gerando um som novo, dançante e totalmente improvisado.

​Grandes pioneiros locais como o cornetista Buddy Bolden (frequentemente creditado como o primeiro a tocar o que viria a ser o jazz) e, mais tarde, o genial Louis Armstrong, moldaram essa linguagem musical que acabou subindo o Rio Mississippi e conquistando o mundo.


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