As últimas 24 horas de Elvis Presley

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Como tinha sérias dificuldades para dormir, Elvis acabava trocando o dia pela noite. Pobre de quem tinha que servi-lo (coitado do dentista) ou, até mesmo, o bajular. Durante os anos 70, o Rei fechava a sala de projeções do Memphian Theater para comandar suas sessões cinematográficas, quando, na maioria das vezes, assistia a filmes de caratê. Vale lembrar que o cantor praticou a arte marcial por 20 anos, chegando a se graduar no oitavo Dan de faixa preta. Mas na noite do 15, Elvis resolveu ficar em casa. Naquele mesmo dia, segundo seu assistente de palco, Charlie Hodge – conhecido por entregar os lenços no palco –, o ídolo estava entusiasmado com seu projeto de abrir uma produtora de filmes, quando se dedicaria a atuar, apenas em papéis dramáticos, e dirigir. O Rei chegou a iniciar seu primeiro documentário, que abordaria o caratê. Equipes de filmagem foram mandadas à Europa para registrar campeonatos mundiais. Alguns takes podem ser conferidos no filme póstumo “Elvis, ídolo imort...

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A infância de Elvis Presley

A infância de Elvis Presley




Apesar da falta de bens materiais durante sua infância, Elvis nunca sentiu falta do que é o mais importante para qualquer criança: o amor de seus pais. Vernon foi um pai dedicado, e Gladys era louca por seu único filho, criando uma relação tão forte que a conversa entre mãe e filho continuou entre os dois a vida inteira, com Elvis a chamando pelo seu apelido de Satnin.


Gladys o acompanhava a todos os lugares, inclusive à pequena igreja First Assembly of God Church, onde seu tio, Gains Mansell era pastor. Outro lugar que mãe e filho iam sempre era o cemitério Priceville, onde seu irmão Jesse Garon estava enterrado em uma cova não identificada. Mesmo assim, ele sempre manteve a presença de Jesse em mente, como um guardião que cuidava dele, assegurando de que ele fazia tudo certo. Isso, junto com a confiança que ele compartilhava com sua mãe, o encorajava a ter uma qualidade que ele manteve até o final de seus dias.
Muitos que o conheciam, inclusive sua esposa, Priscilla, confirmaram sua solidão, fato que ninguém conseguira resolver. Apesar dessa "solidão" de Elvis ter se agravado com a morte de sua mãe, ela originava de sua infância quando ele regularmente se fechava em seu pequeno mundo – um mundo definido como fortemente conectado com sua mãe


e pensamentos de sua rica imaginação.
A vida foi claramente resolvida durante seus primeiros 3 anos de vida. Ele e seus pais formavam um trio fortemente unido, raramente aventurando-se para fora de casa – mas tudo mudou em maio de 1939 depois que Vernon foi preso por falsificar e sacar um cheque que recebeu de Orville Bean.
Vernon foi indiciado por falsificação junto com Travis Smith e Luther Gable, e sentenciado a 3 anos de prisão na Penitenciaria do Estado de Mississipi. Ele serviu oito meses de sua sentença, mas durante esse tempo, seu ex-patrão retomou à casa dos Presleys, forçando Gladys e Elvis a morarem em duas casas temporárias: ao lado com os pais de Vernon, e depois na Street Maple, em Tupelo, onde moraram com os primos de Gladys, Frank e Leona Richards.


Foi um período difícil para Vernon e sua família. Gladys trabalhou duro – e às vezes não conseguia cobrir as despesas. Ela trabalhava lavando roupa e costurando, enquanto Elvis sofria com a separação do pai.
Elvis estava extremamente aflito por perder seu pai. Quando a família saía para nadar, Elvis não queria que Vernon mergulhasse com medo de que algo pudesse acontecer com ele. Em outro episódio, a casa do vizinho pegou fogo e Vernon correu para ajudar a salvar as coisas. Gladys teve que segurar seu filho para que ele não seguisse o pai. Elvis chorou e gritou, temendo que seu pai se ferisse, e Gladys teve que lhe assegurar que Vernon sabia o que estava fazendo.





Este último comentário não ajudou a acalmar o garoto em 1938, quando seu maior medo se tornou realidade. Seu único alivio vinha com os fins de semana em que Gladys e Elvis enfrentavam 5 horas de ônibus para visitar Vernon na Penitenciaria de Mississipi em Parchman. Uma viagem de ida e volta de 10 horas feita em um dia também solidificava a união entre mãe e filho.
Quando Vernon foi solto em fevereiro de 1939, um mês depois do aniversário de 4 anos de Elvis, Gladys e Elvis ainda moravam com Frank e Leona Richards na Maple Street. Logo, estavam de volta em Tupelo do Leste, e depois de uma curta temporada com o irmão mais velho de Vernon, Vester (casado com a irmã de Gladys, Clettes), moraram em uma sucessão de casas de aluguel barato


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